- Autor
- Thiago Pinho
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 16 / 32
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v16n32p765-785
- Páginas
- 765-785
- Idioma
- pt
No mundo ocidental, com seu humanismo enquanto suporte epistêmico, a natureza, os animais e os objetos não carregam dentro de si qualquer traço de agência, sendo apenas sintomas de matrizes transcendentais ocultas nos bastidores das circunstâncias (cultura, poder, linguagem, deus, classe, gênero, raça, etc). Não importa se falamos de Descartes, e seu cachorro como pura máquina insensível em seu “Discurso do Método”, ou Kant e sua natureza heterônoma e passiva em seu “Metafísicas dos Costumes”, ou a abelha “pobre de mundo” de Heidegger, em seu clássico “Conceitos Fundamentais de Metafísica”, nosso arranjo de mundo sempre confere ao humano um privilégio, um destaque... um monopólio ontológico. O que significa fugir desse registro humanoide, principalmente no campo das Teorias Sociais? Quais vantagens e desvantagens se apresentam ao longo do caminho? Seguindo esse e outros questionamentos, seis pontos são considerados como representativos daquilo que chamamos nesse ensaio de uma Teoria Social Orientada ao Objeto (T.S.O.O).
