A apologia maquiaveliana de Gabriel Naudé ao massacre da noite de São Bartolomeu
Eugênio Mattioli Gonçalves
- Autor
- Eugênio Mattioli Gonçalves
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 8 / 2
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.31977/grirfi.v8i2.571
- Páginas
- 41-54
- Idioma
- pt
Em 24 de agosto de 1572, Paris viveu um fato sangrento em sua história: “O Massacre da Noite de São Bartolomeu”, como ficou historicamente conhecido o evento, remete ao assassinato de milhares de huguenotes, a mando da casa real francesa, nas ruas da cidade. Mais um episódio dos conflitos religiosos que dividiram a França do século XVI, o banho de sangue protestante a mando da realeza católica seria, no século seguinte, louvado pelos teóricos seiscentistas da razão de Estado. Seguindo essa linha, Gabriel Naudé, na obra Considérations politiques sur les coups-d'état (1639), elogia o golpe que motivou o massacre, defendendo-o das acusações de tirania e o glorificando como ação legítima e necessária por parte dos governantes franceses. Examinar a apologia de Naudé ao referido massacre, e nela buscar a influência da obra de Nicolau Maquiavel exercida sobre o autor, é o escopo de nosso artigo.
