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A ARETÉ COMO IDEAL FORMATIVO DA PAIDEIA GREGA

Lidia Maria Rodrigo

Autor
Lidia Maria Rodrigo
Revista
Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE)
Edição
26
Ano
2016
DOI
10.26512/resafe.v0i26.4859
Páginas
120-132
Idioma
pt
2016Lidia Maria Rodrigo. A ARETÉ COMO IDEAL FORMATIVO DA PAIDEIA GREGA. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE), n. 26, p. 120-132, 2016.3

Como princípio formativo da paideia grega, o conceito de areté (virtude) referia-se, em termos gerais, a um ideal de excelência humana. Inicialmente ligado à antiga cultura aristocrática, restrita à nobreza, teve como paradigma as figuras exemplares de deuses e heróis. No período clássico, a virtude foi redefinida pelos sofistas, visando atender às necessidades educativas da polis, por meio do ensino da areté política, centrada na retórica. No mesmo período, a filosofia platônica concebeu a virtude como um ideal moral, resultado da relação entre uma boa natureza e uma boa educação. À educação competia gerir os impulsos contraditórios da alma, harmonizando-os, pela superação do antagonismo ente razão e paixões. Estas distintas visões formativas coexistiram no período clássico, atestando a riqueza cultural da antiga Grécia.