- Autor
- Lara Pimentel Figueira Anastacio
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 2 / 35
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v2i35p200-215
- Páginas
- 200-215
- Idioma
- pt-BR
Trata-se de interpretar a arqueologia como uma prática ao analisá-la como um método que pretende não apenas circunscrever os campos discursivos que tornam possíveis os saberes de cada tempo, mas também definir aquilo que se localiza na fronteira do que é pensável em cada um desses campos. Ao descrever os limites do pensável, torna-se tarefa do arqueólogo também tornar possível o impensável por meio da experiência da diferença. Pretendemos, assim, identificar esse movimento do pensamento foucaultiano, que certa tradição acadêmica identifica como “ anti-humanista ”, ao descrevermos o círculo antropológico que caracteriza a episteme moderna em As palavras e as coisas, a consequente crítica de Foucault a esse problema e sua posterior solução em textos que iniciam seu percurso genealógico.
