A autonomia na obra Contrato Social de Rousseau
Nivaldo Junior de Matos Rangel, Paulo Roberto Konzen
- Autor
- Nivaldo Junior de Matos Rangel, Paulo Roberto Konzen
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 9 / esp
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.18012/arf.v9iesp.64837
- Páginas
- p.109-132
- Idioma
- pt
O conceito de autonomia, enquanto auto legislar-se, foi amplamente discutido durante o Iluminismo e a Modernidade, sobretudo por filósofos ligados à ética e filosofia política. Rousseau desenvolveu, em sua teoria política, uma relação intrínseca entre autonomia e a plena participação política do cidadão no soberano, isto é, no corpo político ou no conjunto de pessoas que, unidas em contrato, formam a sociedade. O objetivo deste artigo é desenvolver reflexões acerca da autonomia e sua importância na teoria filosófica expressa no Contrato Social de Rousseau. Ao analisar a obra, é possível afirmar que a autonomia gera implicações na organização social proposta pelo pensador genebrino. Pode-se dizer ainda que elementos como cidadania, educação civil, igualdade, liberdade, patriotismo e a vontade geral, que são conceitos fundamentais para a compreensão do contratualismo de Rousseau expresso no Contrato Social, têm ramificações do conceito de autonomia e são por isso implicações, ou seja, consequências naturais desse conceito basilar. Para isso, a pesquisa está embasada em uma revisão de literatura de estudos publicados sobre o tema e a análise da obra Contrato Social. Em suma, o artigo demonstra como a autonomia é basilar na visão rousseauniana para a “saúde” do corpo político e sua própria manutenção enquanto pessoa moral, em contrapartida, a falta da mesma causa a morte do soberano.
