Voltar para Artigos
Artigos

A Ciência na “era da tecnoglobalização” e novos paradigmas

Everton Henrique Eleutério Fargoni, Mayna Zacarias

Autor
Everton Henrique Eleutério Fargoni, Mayna Zacarias
Revista
Educação e Filosofia
Edição
39
Ano
2025
DOI
10.14393/REVEDFIL.v39a2025-76884
Páginas
1-28
Idioma
pt
2025Everton Henrique Eleutério Fargoni, Mayna Zacarias. A Ciência na “era da tecnoglobalização” e novos paradigmas. Educação e Filosofia, v. 39, p. 1-28, 2025.3

O artigo analisa a reconfiguração da ciência no contexto da tecnoglobalização, marcada pela influência de dinâmicas digitais e lógicas capitalistas. Discute-se como a hiperconectividade e a ascensão de influenciadores digitais desafiam a autoridade epistêmica tradicional, favorecendo a disseminação de pseudociências e desinformação. A pandemia de Covid-19 acelerou a dependência de plataformas digitais, expondo paradoxos como alienação tecnocognitiva e deterioração da saúde mental. A mercantilização da ciência, subordinada a interesses corporativos, reforça assimetrias globais na produção do conhecimento, marginalizando regiões periféricas. Teorias críticas (Adorno, Horkheimer e Foucault) fundamentam a análise da instrumentalização da ciência pelo capitalismo de vigilância e a erosão da autonomia científica. Trata-se da urgência de políticas interdisciplinares para conciliar democratização do saber, integridade metodológica e resistência a oligopólios tecnocientíficos. Conclui-se que a ciência, em diálogo com filosofias emancipatórias, deve reafirmar seu papel social contra a espetacularização midiática e a fragmentação gerada pela tecnoglobalização. Palavras-chave: Alienação Tecnocognitiva; Capitalismo de Vigilância; Epistemicídio; Mercantilização do Conhecimento; Tecnoglobalização. Science in the “Age of Technoglobalization” and New Paradigms Abstract: This article analyzes the reconfiguration of science in the context of technoglobalization, marked by the influence of digital dynamics and capitalist logics. It discusses how hyperconnectivity and the rise of digital influencers challenge traditional epistemic authority, favoring the dissemination of pseudosciences and misinformation. The Covid-19 pandemic accelerated the dependence on digital platforms, exposing paradoxes such as technocognitive alienation and the deterioration of mental health. The commodification of science, subordinated to corporate interests, reinforces global asymmetries in knowledge production, marginalizing peripheral regions. Critical theories from Adorno, Horkheimer, and Foucault underpin the analysis of the instrumentalization of science by surveillance capitalism and the erosion of scientific autonomy. The urgency of interdisciplinary policies is addressed to reconcile the democratization of knowledge, methodological integrity, and resistance to technoscientific oligopolies. The article concludes that science, in dialogue with emancipatory philosophies, must reaffirm its social role against media spectacularization and the fragmentation generated by technoglobalization. Keywords: Commodification of Knowledge; Epistemicide; Surveillance Capitalism; Technocognitive Alienation; Technoglobalization. La Ciencia en la “era de la tecnoglobalización” y nuevos paradigmas Resumen: El artículo analiza la reconfiguración de la ciencia en el contexto de la tecnoglobalización, marcada por la influencia de dinámicas digitales y lógicas capitalistas. Se discute cómo la hiperconectividad y el ascenso de los influenciadores digitales desafían la autoridad epistémica tradicional, favoreciendo la difusión de pseudociencias y desinformación. La pandemia de Covid-19 aceleró la dependencia de las plataformas digitales, exponiendo paradojas como la alienación tecnocognitiva y el deterioro de la salud mental. La mercantilización de la ciencia, subordinada a intereses corporativos, refuerza las asimetrías globales en la producción del conocimiento, marginando a las regiones periféricas. Las teorías críticas (Adorno, Horkheimer y Foucault) fundamentan el análisis de la instrumentalización de la ciencia por el capitalismo de vigilancia y la erosión de la autonomía científica. Se aborda la urgencia de políticas interdisciplinarias para conciliar la democratización del saber, la integridad metodológica y la resistencia a los oligopolios tecnocientíficos. Se concluye que la ciencia, en diálogo con filosofías emancipatorias, debe reafirmar su papel social contra la espectacularización mediática y la fragmentación generada por la tecnoglobalización. Palabras clave: Alienación Tecnocognitiva; Capitalismo de Vigilancia; Epistemicidio; Mercantilización del Conocimiento; Tecnoglobalización.   Data de registro: 31/01/2025 Data de aceite: 20/08/2025