- Autor
- FRANCIDILSO SILVA NASCIMENTO
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 11 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.48075/rd.v11i1.35252
- Páginas
- 123-136
- Idioma
- pt
O artigo apresenta as visões de Heidegger e Thomas Kuhn sobre a relação entre arte e ciência. Heidegger aborda a arte como um desvelamento do ser, conectando-a ao ser do sendo. A origem da arte é explorada pela tensão entre a obra e o artista, centrada na essência da arte e na obra como portadora do caráter de coisa e artístico. Ele também discute a técnica, destacando sua relação com a verdade do sendo e sua influência na relação homem-mundo. Por outro lado, Kuhn compara arte e ciência, destacando suas similaridades e diferenças. Ele enfoca as produções, atividades resultantes e respostas do público em ambas as áreas. Enquanto a arte é mais orientada para a estética como objetivo final, na ciência, a estética é apenas instrumental para resolver enigmas técnicos. Kuhn também analisa as reações do público, enfatizando como a arte depende diretamente de uma audiência pública, enquanto a ciência tem um público mais restrito, principalmente entre os próprios cientistas. A convergência entre as visões de Heidegger e Kuhn está na interpretação das atividades como produtores de algo que carrega um caráter simbólico e na consideração das produções como produtos tanto de origem quanto de geração. Ambos exploram a relação complexa entre a atividade humana, seja na arte ou na ciência, e o resultado que produzem, tentando discernir suas interconexões e diferenças.
