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A Contra-Reforma, o ornamento na arte e a arquitetura religiosa

Andrea Buchidid Loewen

Autor
Andrea Buchidid Loewen
Revista
Revista Limiar
Edição
2 / 3
Ano
2014
DOI
10.34024/limiar.2014.v2.9267
Páginas
32-66
Idioma
pt
2014Andrea Buchidid Loewen. A Contra-Reforma, o ornamento na arte e a arquitetura religiosa. Revista Limiar, v. 2, n. 3, p. 32-66, 2014.2

Apesar de reiterar a relevância e a sacralidade das imagens, tomadas como meio de devoção e forma de incitação à piedade, os decretos finais do Concílio de Trento promovem uma revisão da arte eclesiástica e a fixação de novos padrões, marcados por uma radicalização da noção de decoro e uma estrita severidade. No que concerne à pintura narrativa, as prescrições comparecem em uma profícua literatura produzida por homens da igreja e reformistas, determinados a alterar os temas pintados, banir a nudez e devolver a decência à arte religiosa. Mas os debates de quase duas décadas de trabalho do Concílio tridentino para a Reforma da Igreja Católica também encontraram ecos na arquitetura religiosa do período e a tratadística quinhentista já indica a assimilação de princípios contrareformistas, conjugados, porém, às preceptivas de Vitrúvio e Alberti.