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A democracia plebiscitária para Max Weber: cesarismo em regime de não dominação

Rodrigo César Floriano

Autor
Rodrigo César Floriano
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
12 / 2
Ano
2025
Idioma
pt
2025Rodrigo César Floriano. A democracia plebiscitária para Max Weber: cesarismo em regime de não dominação. Aufklärung: journal of philosophy, v. 12, n. 2, 2025.3

A noção de democracia plebiscitária de Max Weber sempre foi objeto de muita polêmica entre comentadores e teóricos da democracia. Neste artigo, realizamos dois passos. Primeiramente, descrever os dois aspectos fundamentais, mas aparentemente paradoxais, da democracia plebiscitária, a saber, o aspecto de não dominação e o cesarismo. Em um segundo momento, explicar a razão desse aparente paradoxo a partir da noção de “reconhecimento dos dominados”, com a seguinte especificidade: tal reconhecimento, que toma forma concreta nas eleições, é a base da legitimidade da democracia, mas é constituído como uma aceitação livre a partir da vontade da liderança. A democracia plebiscitária de Weber, portanto, tem no seu cerne o princípio moderno da democracia, a saber, o consentimento. Contudo, tal consentimento, compreendido por Weber como “reconhecimento dos dominados”, tendo as eleições como sua forma de expressão, é resultado de uma relação tensa entre os cidadãos de uma democracia plebiscitária e as habilidades demagógicas da liderança carismática.