A ecologia evolutiva da plasticidade fenotípica em táxons de organismos: uma breve revisão
Rogério Parentoni Martins, Rodrigo Lima Massara, Cristiane Xerez Barroso
- Autor
- Rogério Parentoni Martins, Rodrigo Lima Massara, Cristiane Xerez Barroso
- Revista
- Revista Helius
- Edição
- 3 / 2
- Ano
- 2021
- Páginas
- 1333-1373
- Idioma
- pt
Resumo Atualmente, a plasticidade fenotípica é bem conhecida em táxons de organismos unicelulares e pluricelulares em todo o mundo. Ela resulta da evolução de características dos organismos devido às suas interações com fatores ambientais. A plasticidade fenotípica apresenta uma base genética sólida e resulta de interações complexas entre genes, desenvolvimento e epigenética. Embora o conceito de plasticidade fenotípica tenha sido relativamente bem definido pelos biólogos evolutivos, suas manifestações são bastante diversas e dependem de mecanismos de desenvolvimento, genéticos e epigenéticos que influenciam o tamanho, a forma, a fisiologia e o comportamento dos fenótipos. As bases conceituais desses mecanismos precisam ser esclarecidas para facilitar a comunicação entre biólogos evolutivos e público em geral. Nós compilamos os conceitos mais importantes sobre as manifestações da plasticidade fenotípica tanto ecológica quanto evolutiva. Revisamos as manifestações fisiológicas, morfológicas e comportamentais da plasticidade fenotípica dos táxons de organismos. Plantas são provavelmente mais plásticas fisiologicamente e morfologicamente do que animais vágeis, os quais, por sua vez, são aparentemente mais plásticos em termos de comportamento do que as plantas. Devido às restrições metabólicas a que animais e plantas estão sujeitos, a temperatura é provavelmente o principal fator universal que promove respostas plásticas nos organismos. Como as condições climáticas desencadeiam respostas plásticas rápidas dos organismos, é importante saber sobre a ecologia e a evolução subjacentes a essas respostas para prever as consequências dos efeitos climáticos globais sobre a biodiversidade.
