A espera de Pascal e a espera de Bergson: dialogando Gilda de Mello e Souza, David Lapoujade e Franklin Leopoldo e Silva
Dani Barki Minkovicius
- Autor
- Dani Barki Minkovicius
- Revista
- Cadernos Espinosanos
- Edição
- 52
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2025.229306
- Páginas
- 67-87
- Idioma
- pt-BR
Em seu artigo sobre Pascal e Bergson, Franklin Leopoldo e Silva procura dialogar ambos os pensadores chegando a alguns pontos de convergência que, em seu cerne, orbitariam em torno de uma noção, distinta a ambos porém presente nos dois, de intuição como contato com a Totalidade. Tendo esse artigo de Leopoldo e Silva como horizonte, procuraremos explorar o sentido próprio dessa Totalidade para Pascal e para Bergson, enfatizando a questão em seu sentido temporal: para Pascal, tratar-se-ia de uma Totalidade no seu sentido de eternidade como presença em Deus; ao passo que para Bergson, tratar-se-ia da duração. Nesse sentido, a própria experiência da temporalidade ganharia uma conotação distinta em cada filósofo, e qualificaria distintamente o movimento à dita Totalidade. Com vistas a essa descrição final, na qual esse movimento à Totalidade conotaria uma espera, buscaremos qualificar tais diferenças pleiteando as considerações de Gilda de Mello e Souza sobre a espera em Pascal, em um ensaio crítico sobre Esperando Godot de Samuel Beckett, e de David Lapoujade sobre a espera em Bergson, em sua obra Potências do tempo.
