A ESTÉTICA DE UM ENTRELUGAR: HIBRIDAÇÃO, DISTÂNCIA RESSIGNIFICADORA E LUGAR DE FALA/MÚSICA
Paulo Costa Lima
- Autor
- Paulo Costa Lima
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 52
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i52.12387
- Páginas
- 337-348
- Idioma
- pt
Nesse artigo reflete-se sobre a conformação de um espaço de criação musical — o Movimento de Composição na Bahia, surgido em 1954 na UFBA — na medida em que acontece como fenômeno de um entrelugar, do qual emergem como principais forças a hibridação e a distância ressignificadora, e assim se entrelaça com espaços mais amplos da sociedade baiana, orientados de forma similar. As questões estéticas são pensadas a partir da perspectiva dos processos de criação musical e convocam uma aproximação intrínseca de composição e cultura, com consequências palpáveis para a construção de teorias do compor. Aventa-se, por último, com o apoio da noção de composicionalidade, a possibilidade de translação do conceito de “lugar de fala” para o campo da música, como indexação do compor tramada a partir de invenção de mundos, criticidade e reciprocidade, e produzindo uma espécie de cartografia da atribuição de centricidade aos resultados do processo composicional.
