- Autor
- Enrique Nuesch
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 22 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.52521/kg.v22i1.14540
- Páginas
- ek24001
- Idioma
- pt
O artigo trata de mostrar que há uma “estrutura do ouvido” tacitamente anunciada por alguns textos de Derrida, produzida pelo seu próprio gesto de cortar notas, orações e frases de seus textos ao longo dos anos. Especificamente, examina-se a relação entre Otobiographies (Derrida, 1984), “Prénom de Benjamin” (Derrida, 1994a) e “Geschlecht IV” (Derrida, 1994b). Propõe-se que se podem ouvir outros sentidos no que se diz em “Prénom de Benjamin”, seguindo as cicatrizes desses cortes nos textos em suas diferentes versões. A exposição começa considerando momentos da relação de Derrida com o Estruturalismo, derivando daí que essa relação pode ser caracterizada pela multiplicação de estruturas, aproximando-se dos traços que Deleuze (1972) reconhecia como “estruturalistas”. Logo, entra-se na substância do artigo tendo em mente que uma “estrutura do ouvido” se projeta em negativo ao se acompanharem as considerações explícitas de Derrida acerca do ouvido constrasando-as com o que se ouve nos cortes realizados em seu texto.
