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A FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO E BEM VIVER: : GÊNESE E PRETENSÃO CRÍTICA DO PENSAMENTO

Arivaldo Sezyshta

Autor
Arivaldo Sezyshta
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
10 / 1
Ano
2022
Páginas
9-31
Idioma
pt
2022Arivaldo Sezyshta. A FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO E BEM VIVER: : GÊNESE E PRETENSÃO CRÍTICA DO PENSAMENTO. Trilhas Filosóficas, v. 10, n. 1, p. 9-31, 2022.4

Este artigo tem por objeto apresentar a Filosofia Polí­tica Crí­ticada Libertação em Enrique Dussel, analisando sua gênese e evolução emostrando a influência decisiva da filosofia da práxis de Karl Marx paraesse pensamento, em especial a partir do conceito de exterioridade,entendida como sendo o âmbito onde o outro se revela, onde permanecelivre em seu ser distinto. A exterioridade, precisamente, é tida pelaFilosofia da Libertação como a categoria principal do legado marxiano epressuposto teórico fundamental, que viabiliza o discurso de Dussel,sobretudo na opção radical pela ví­tima, marca de seu pensamentofilosófico. Mediante isso, aqui se assume a tese de que há em Dussel umaparcialidade pela ví­tima: seu pensamento está construí­do,propositalmente, em favor da ví­tima. O esforço deste trabalho é o demostrar que a opção pela ví­tima será o fio condutor de todo seu pensar, oque cobra da Filosofia da Libertação uma pretensão crí­tica depensamento, fazendo com que o labor filosófico seja desafiado eprovocado pela necessidade real de auxiliar a ví­tima, exigência do povolatino-americano em seu caminho de libertação. Em termos de resultado,para além da importância atual do pensamento marxiano para acompreensão da realidade e a crí­tica ao capitalismo, ressalta-se a relevânciateórico-prática do pensamento dusseliano para a Filosofia Polí­tica comoum todo, pelas suas contribuições no cenário contemporâneo, pelacoragem em apontar em direção a outra sociedade, trans-moderna e transcapitalista,já em curso nas práticas coletivas de Bem Viver.