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A Filosofia Edificante de Kierkegaard: o tricotar do filosofar kierkegaardiano

Marcos Érico de Araújo Silva

Autor
Marcos Érico de Araújo Silva
Revista
Polymatheia - Revista de Filosofia
Edição
18 / 3
Ano
2025
DOI
10.52521/poly.v18i3.16429
Páginas
e25048
Idioma
pt
2025Marcos Érico de Araújo Silva. A Filosofia Edificante de Kierkegaard: o tricotar do filosofar kierkegaardiano. Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 18, n. 3, p. e25048, 2025.2

Neste artigo aponto, num primeiro nível de análise, como o edificante aparece expresso na chamada Teoria dos estádios existenciais, no devir espiritual do homem. Num segundo nível de análise interpretei que o edificante aparece e demonstra-se na produção filosófica em dois sentidos. No primeiro sentido (modo temático) o edificante, sendo do âmbito do estádio religioso, situa-se como ponto crítico, entre a pseudonímia e o crístico. Num segundo sentido (modo operativo) o edificante atravessa toda a produção filosófica pro-movendo o movimento existencial da pseudonímia para os Discursos, sejam edificantes, sejam crísticos. Nessa leitura fenomenológica-hermenêutica toda obra pseudônima é inconclusa, em virtude do método da comunicação indireta, conduzindo o leitor (a) para uma complementaridade originária nos Discursos. Os Discursos, pois, complementam e, assim, continuam apropriando-se, numa outra tonalidade afetiva (Stemning), do que foi pensado ou mostrado na pseudonímia. Nessa leitura, com efeito, o edificante não é apenas um momento da produção, mas é o que mobiliza a totalidade da filosofia kierkegaardiana.