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A filosofia existencialista de Sartre e o discurso literário em torno da morte

Jarbas Vargas Nascimento, Anderson Ferreira

Autor
Jarbas Vargas Nascimento, Anderson Ferreira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
17 / 1
Ano
2024
DOI
10.25244/1984-5561.2024.6343
Páginas
79-93
Idioma
pt
2024Jarbas Vargas Nascimento, Anderson Ferreira. A filosofia existencialista de Sartre e o discurso literário em torno da morte . Trilhas Filosóficas, v. 17, n. 1, p. 79-93, 2024.4

Nosso artigo examina, com base na Filosofia Existencialista de Sartre, o fenômeno da morte, para relacioná-la ao dispositivo criativo do discurso literário de Lya Luft, no texto Estamos todos na fila. Mobilizamos como aparato teórico a Filosofia Existencialista de Sartre, com enfoque na concepção de morte, compreendida como a finitude de um projeto dos seres humanos. Identificamos, em particular, no discurso literário Estamos todos na fila, de Lya Luft, uma perspectiva niilista na maneira pela qual a morte é abordada; também, verificamos em que medida na Filosofia e na Literatura, aqui destacadas, a morte pode significar a aniquilação completa do princípio vital humano. Os resultados comprovam que a Filosofia existencialista sartreana e o discurso literário de Lya Luft constroem espaços filosófico-discursivos, que enfatizam a morte como aniquilação de todas as possibilidades humanas, um limite absoluto e lembram a finitude da vida e a necessidade de escolhas autênticas e responsáveis.