A Filosofia Transcendental de Kant enquanto Filosofia da Subjetividade e a crítica hegeliana
Manfredo Araújo de Oliveira
- Autor
- Manfredo Araújo de Oliveira
- Revista
- Kant e-prints
- Edição
- 20
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.20396/kant.v20i00.8682013
- Páginas
- e025007-e025007
- Idioma
- pt
A filosofia de Hegel se configura enquanto confronto com a tese da filosofia moderna: o esquema de pensamento sujeito/objeto que se constitui como a base e a estrutura do quadro teórico transcendental-subjetivo de Kant. Seu resultado é uma tese da oposição radical à tradição: a tese da separação entre a dimensão do ente e a dimensão do pensar, do sujeito e do objeto, da teoria e do mundo. A consonância entre Kant e Hegel se radica na ideia comum a ambos de que a primeira tarefa da filosofia consiste em expor e esclarecer a dimensão categorial, mediação irrecusável do conhecimento. O artigo procura mostrar, porém, que Hegel, apesar de sua meta fundamental, não conseguiu efetivar seu objetivo, pois sua proposta de filosofia constitui uma variante da filosofia moderna da subjetividade que ele projetou superar.
