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A FORÇA COMO ÚNICO CONTEÚDO DA POLÍTICA. O CAPITALISMO SEGUNDO HANNAH ARENDT

Jordi Carmona Hurtado

Autor
Jordi Carmona Hurtado
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
20 / 1
Ano
2015
DOI
10.5216/phi.v20i1.34863
Páginas
163-183
Idioma
pt
2015Jordi Carmona Hurtado. A FORÇA COMO ÚNICO CONTEÚDO DA POLÍTICA. O CAPITALISMO SEGUNDO HANNAH ARENDT. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 20, n. 1, p. 163-183, 2015.2

Neste artigo pretendemos mostrar que existe uma crítica do capitalismo, coerente e diferenciada, na obra de Hannah Arendt, particularmente em alguns fragmentos do livro dedicado ao Imperialismo pertencente às Origens do totalitarismo, especialmente ao redor de uma leitura de Hobbes. A compreensão arendtiana do capitalismo distingue-se de outras, particularmente da marxista, no fato de mostrar que a crença segundo a qual o capitalismo seria uma lógica global e necessária é ele mesma uma ilusão social provocada pela dominação política da burguesia. O capitalismo, segundo Arendt, não é uma lógica sistêmica: é uma política de força.