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A IMPROVÁVEL UNANIMIDADE DO BELO: A FUNDAÇAO ESTÉTICA DO CONHECIMENTO NA CRÍTICA DA FACULDADE DO JUIZO DE IMMANUEL KANT.

PEDRO COSTA REGO

Tese
Autor
PEDRO COSTA REGO
Orientador(a)
GILVAN LUIZ FOGEL
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2000
2000PEDRO COSTA REGO. A IMPROVÁVEL UNANIMIDADE DO BELO: A FUNDAÇAO ESTÉTICA DO CONHECIMENTO NA CRÍTICA DA FACULDADE DO JUIZO DE IMMANUEL KANT.. 2000. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): GILVAN LUIZ FOGEL.2

O presente trabalho é um estudo acerca da primeira parte da Crítica da Faculdade do Juízo, de I. Kant, a saber, acerca da Crítica da Faculdade do Juízo Estética. Interessa-nos o fato de que, nesta parte, ao expor as características e deduzir a necessidade de um juízo simultaneamente estético e universalmente válido - de modo a resolver a histórica polêmica estética entre as teses da universalidade lógica e do subjetivismo privado do juízo sobre o belo -, Kant acaba descobrindo, no fundamento de determinação de um juízo chamado reflexionante-estético, uma condição da possibilidade de nosso conhecimento de objetos em geral. A primeira parte do nosso trabalho, intitulada """"A Forma Lógica da Beleza"""", propõe-se a mostrar no que consiste este fundamento de determinação, de que modo todo o conhecimento objetivo o pressupõe, o que deve pertencer ao """"objeto"""" estético que ele, no juízo sobre o belo, subsume e o que distingue a natureza reflexionante de um tal juízo. Na segunda parte, chamada """"A Experiência Estética da Beleza"""", investigamos o modo como se estabelece a relação entre o princípio do gosto e um sentimento de prazer que deve ser desinteressado, e procuramos fundamentar, sobre a base da forma lógica da beleza, um privilégio do prazer desinteressado em relação à finalidade interessada dos juízos práticos (técnico ou moral-práticos) e sensoriais (juízo de agradabilidade). Finalmente, fazemos a terceira parte - """"A Beleza e o Problema da Decisão"""" - uma pergunta pela possibilidade de um acesso não meramente contingente ao princípio do juízo sobre o belo, à condição subjetiva de um conhecimento em geral e ao sentimento de prazer que lhe corresponde, e buscamos mostrar que e como o processo da criação artística, como horizonte privilegiado de um """"interesse livre pelo belo"""", é o lugar em que um tal acesso se oferece concretamente a uma análise