- Autor
- Mylene Mizrahi
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 8 / 15
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2015v8n15p398
- Páginas
- 398-422
- Idioma
- pt
O artigo mostra o modo criativo com que o funk carioca respondeu ao processo de institucionalização pelo qual veio passando na última década. Essa institucionalização se faz acompanhar de uma tentativa de imobilização e seleção de determinados significados em detrimento de outros, gerando como desdobramento uma maior legitimação do funk como manifestação cultural a partir da neutralização de alguns de seus traços subversivos. Contudo os sujeitos funk, em sua vontade de fazer seus saberes e criações circularem, concedem em contrapartida respostas criativas às demandas da sociedade envolvente. Partimos das letras das músicas e seu significado semântico para chegarmos ao corpo e à sonoridade. O artista funk busca o caminho da ambiguidade, afirmando sua identidade e diferença ao mesmo tempo em que moldando suas produções e tornando-as mais permeáveis ao gosto oficial. O funk se transforma mantendo-se fiel a si mesmo.
