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A Interpretação Kantiana das Leis de Newton

Irio Vieira Coutinho Abreu Gomes

Autor
Irio Vieira Coutinho Abreu Gomes
Revista
Revista Ágora Filosófica
Edição
23 / 1
Ano
2023
DOI
10.25247/P1982-999X.2023.v23n1.p76-96
Páginas
76-96
Idioma
pt
2023Irio Vieira Coutinho Abreu Gomes. A Interpretação Kantiana das Leis de Newton. Revista Ágora Filosófica, v. 23, n. 1, p. 76-96, 2023.3

Nosso objetivo nesse artigo é mostrar como se dá a fundamentação metafísica das três leis do movimento de Newton por Kant. Primeiramente, o lugar onde Kant faz isso não é na Crítica da Razão Pura e sim em Princípios Metafísicos da Ciência da Natureza. Depois, Kant não encontra as três leis de Newton como uma derivação de suas três analogias da experiência. Na verdade, Kant encontra suas (e não as de Newton) três leis do movimento, as quais, após uma devida comparação, podem ser entendidas como outro modo de expressão das leis de Newton. Fica fácil de defender isso, quando notamos que Kant encontra entre as leis do movimento uma lei de conservação, coisa totalmente alheia às leis do movimento de Newton. Assim, conseguimos absolver Kant da acusação de artificialidade de sua filosofia quando tomada como um sistema feito a reboque da física de Newton.