A INVENÇÃO DA METAFÍSICA: Morte e injustiça como desequilíbrio psíquico em Platão
Eduardo Rodrigues, Márcio Oliveira Souza da Silva
- Autor
- Eduardo Rodrigues, Márcio Oliveira Souza da Silva
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 16 / 32
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v16n32p526-539
- Páginas
- 526-539
- Idioma
- pt
Este artigo pretende abordar, no âmbito da filosofia platônica, o fenômeno da morte dos seres humanos como uma das causas do desequilíbrio psíquico entre os elementos que compõem nossa psique. Esse desequilíbrio irá incidir no que Platão denomina como sendo um estado de injustiça, as ações humanas provenientes desse estado psíquico se desdobram, consequentemente em ações, desequilibradas, portanto, injustas, analogamente, organizações sociais se desequilibram e são compostas a mesma lógica da psique, conforme A República e outros diálogos de Platão. O filosofar, é visto, como a atividade que busca a justiça, busca, portanto, reestabelecer a harmonia social, bem como a harmonia psíquica, antes de tudo; no que tange nossa indignação com a morte, indignação vivenciada por Platão na condenação de Sócrates, a filosofia propõe a metafísica, em outras palavras, uma forma de compreender a morte, tal como é a tese da imortalidade da alma contida em Fédon, e n’A República.
