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A inviabilidade da arte no mundo neoliberal: o cinema e a crise da narração

Lucas Eduardo da Silva Galon

Autor
Lucas Eduardo da Silva Galon
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.31977/grirfi.v25i2.5331
Páginas
238-252
Idioma
pt
2025Lucas Eduardo da Silva Galon. A inviabilidade da arte no mundo neoliberal: o cinema e a crise da narração. Griot : Revista de Filosofia, v. 25, n. 2, p. 238-252, 2025.3

Neste ensaio, discute-se o conceito de pós-modernidade a partir da hipótese de uma crise da narração, tal como interpretada pelo filósofo Byung-Chul Han (2023). Os problemas conceituais levantados são, então, aplicados ao campo das artes – pensado aqui a partir dos parâmetros da epistemologia da Poíesis Crítica, uma nova linha de pesquisa para as artes, também apresentada no ensaio –, com exemplos no campo da música contemporânea e das artes visuais, em especial no âmbito do cinema contemporâneo de autor. Três filmes são tomados como paradigmáticos para a compreensão dos problemas tratados e analisados, por fim, com o intuito de aplicar os conceitos discutidos no ensaio. São eles: Pobres Criaturas (Poor Things, 2023), de Yorgos Lanthimos; Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (Everything Everywhere All at Once, 2022), de Daniel Kwan e Daniel Scheinert; e Megalopolis (2024), de Francis Ford Coppola. Por meio dessa análise, busca-se ampliar a compreensão sobre os problemas da narração na modernidade tardia e seus efeitos no âmbito das produções artísticas.