- Autor
- Elainy Costa da Silva
- Revista
- Sofia
- Edição
- 15 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.47456/sofia.v15i1.48297
- Páginas
- e15148297-e15148297
- Idioma
- pt
Neste artigo, pretende-se analisar como o fascismo apresenta-se como um dispositivo intrínseco das democracias contemporâneas no contexto neoliberal. Para isso, identifica-se que o Estado se transformou em um instrumento necessário do capital na manutenção da ordem e do controle sociais e na salvaguarda da dinâmica de acúmulo de capital. Sob tal prospectiva, compreende-se que a crise é própria da lógica do capital, constituindo o mecanismo de funcionamento do capitalismo e assumindo um caráter funcional e útil para a geração de lucros. Dessa forma, para sanar as “crises”, o capitalismo utiliza-se das políticas de austeridade como subterfúgio para ampliar a circulação de capital, revestindo, assim, o caminho para o fascismo, na medida em que busca proteger a lógica do capital das transformações sociais que possam surgir. O que significa que, na conjuntura neoliberal, o fascismo não se apresenta propriamente como um Estado, mas como um dispositivo intrínseco das democracias contemporâneas, como uma lógica de poder que se reverbera para além das sociedades fascistas.
