A Luz Invisivel: o conceito de analogia na doutrina natural e moral de James Hutton.
Pedro Wagner Gonçalves
- Autor
- Pedro Wagner Gonçalves
- Orientador(a)
- Roberto Romano da Silva
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 1997
James Hutton, 1726-1797, pensador e naturalista britânico, contribuiu para diversificados assuntos de filosofia e ciëncia. Ele foi algumas vezes considerado apenas teórico e alheio aos problemas práticos de sua época. Nesta tese, defendo interpretação contrária: esse autor realizou uma cuidadosa reflexão sobre problemas práticos e teóricos de seu tempo e nunca lhe bastou a simplicidade, a explicação rápida ou desprovida de bases empíricas. Em todos os campos que seus escritos se referem, a analise das APARENCIAS é parte crucial de sua doutrina. Leitor atento de seus contemporâneos e da antiguidade classica, reinterpretou o mundo baseado na síntese entre fórmulas gerais, correntes em sua época, e na coleta de dados nos campos natural e social...Quais foram os campos principais a que se dedicou, quais eram suas referências culturais e como Hutton se situa no cenário filosófico? Persegui equacionar estes problemas no desenrolar de minha pesquisa. Para tanto, levantei e descrevi as manifestações das imagens analógicas largamente usadas pelo mencionado autor principalmente em seus escritos cosmológicos e filosóficos. O emprego destas metáforas aclara que tais noções migram intensamente da análise moral para a natural e vice versa...Seu compromisso com o experimento conduziu-o á noção científica de virtude nos estudos morais e sociais. A virtude se baseou sobre a análise científica da sociedade e sua teoria da analogia projetou uma concepção otimista sobre o futuro da ciência, do homem e da filosofia. Por meio de sua linguagem, Hutton revelou os débitos com o pensamento moderno e com a antiguidade classica.
