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A maquinação a partir do abandono e do esquecimento do ser em Heidegger

Rodrigo Amorim Castelo Branco

Autor
Rodrigo Amorim Castelo Branco
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
19 / 2
Ano
2019
DOI
10.31977/grirfi.v19i2.1147
Páginas
22-40
Idioma
pt
2019Rodrigo Amorim Castelo Branco. A maquinação a partir do abandono e do esquecimento do ser em Heidegger. Griot : Revista de Filosofia, v. 19, n. 2, p. 22-40, 2019.3

O presente artigo tem como propósito discutir sobre as origens e os desdobramentos da maquinação (Machenschaft) na história do pensamento ocidental. Para tanto, fazemos uma leitura ontológica-fenomenológica da questão da técnica a partir das meditações de Heidegger, sobretudo na obra Contribuições à Filosofia (Do Acontecimento Apropriador), publicada em 1989. As reflexões aqui presentes pensam a maquinação como uma disposição que, em sua gênese, revela-se como um acontecimento além da força e da vontade do homem, destacando o abandono e o esquecimento do ser como eventos fundantes da história. Buscamos evidenciar o verdadeiro sentido da condição histórica dos entes no contexto contemporâneo ao demonstrarmos como o ocultamento e a ausência do ser representam o fundo originário da existência. Assim, o ponto fundamental deste texto é a indicação de que o vigor da ausência essencial pode possuir robustez mais profunda do que a presença de qualquer ente.