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A materialização da consciência e a defesa da fenomenologia transcendental em Husserl

Guilherme Felipe Carvalho, Federico Ferraguto

Autor
Guilherme Felipe Carvalho, Federico Ferraguto
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
24 / 3
Ano
2024
DOI
10.31977/grirfi.v24i3.4848
Páginas
14-27
Idioma
pt
2024Guilherme Felipe Carvalho, Federico Ferraguto. A materialização da consciência e a defesa da fenomenologia transcendental em Husserl. Griot : Revista de Filosofia, v. 24, n. 3, p. 14-27, 2024.2

O presente artigo pretende discutir a defesa que Husserl faz da fenomenologia transcendental diante da atitude de materialização e da naturalização da consciência, que domina na atitude que está na base da formação das ciências naturais. Herdando certos elementos da Filosofia Clássica Alemã, Husserl compreende que é somente por meio do a priori que a filosofia pode ser efetivada como ciência rigorosa. A análise se desenvolverá, inicialmente, por meio da discussão crítica do problema que Husserl indica haver nas ciências baseadas na atitude natural, ou seja, a materialização da consciência. Em seguida, mostraremos como diante do projeto de construção de uma filosofia como ciência rigorosa, o naturalismo, ingênuo em sua fundamentação, é o principal obstáculo a ser superado por conta  das consequências que dele podem surgir, implicando em correntes como o psicologismo, materialismo e positivismo. Por fim, apontaremos a maneira como Husserl faz uma defesa da fenomenologia transcendental contra a ingenuidade da ciência natural que permanece presa nos fatos empíricos e faz destes o critério último de atestação da verdade.