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A MORALIZAÇÃO DO CLERO CASTELHANO NO SÉCULO XIII

Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva

Autor
Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
40 / 159
Ano
1995
DOI
10.15448/1984-6746.1995.159.36058
Páginas
559-576
Idioma
pt
1995Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva. A MORALIZAÇÃO DO CLERO CASTELHANO NO SÉCULO XIII. Veritas (Porto Alegre), v. 40, n. 159, p. 559-576, 1995.2

O N Concilio de Latrão, realizado em 1215, foi para a Igreja Ocidental o mais importante do período medieval. Seus 70 cânones apresentam uma síntese do projeto de reforma eclesial liderado pelo Papado, em vias de implantação desde meados do século XI, e que visava, dentre outros pontos, a moralização do clero. Contudo, qual foi o impacto destas regulamentações canônicas nas diversas regiões da Cristandade? Como tentativa de resposta parcial a tais questões, optamos por um estudo de caso: o da Igreja Castelana, tão resistente às imposições romanas no século XI. Para o estudo da questão, optamos pela análise da obra literária Vida de Santo Domingo de Silos, de. Gonzalo de Berceo, clérigo secular e primeiro autor culto a escrever em castelhano do qual possuímos notícias históricas. Objetivamos, através do estudo comparativo desta obra literária e os cânones do Concilio de 1215, o impacto e penetração no início do século XIII, em Castela, do projeto de reformulação da moral eclesiástica promovido pelo papado.