- Autor
- Rodrigo Assumpção
- Revista
- Revista Enunciação
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.61378/enun.v4i1.72
- Idioma
- pt-BR
Este artigo tem por objetivo analisar o tema da morte de Deus, partindo do §2 do Prólogo de Assim falou Zaratustra. Nossa concepção é a de que a morte de Deus está numa estreita relação de necessidade com o processo de superação vivido pela personagem Zaratustra. Nessa superação, o profeta teve seu estado de ânimo e pensamento modificados, passando de um estado de decadência de força e negação da vida para um estado de elevação, aumento de poder e afirmação da existência. A partir do acatamento da morte de Deus, Zaratustra pode abandonar o niilismo negativo da metafísica e da crença no divino, pode ultrapassar e superar o niilismo do desânimo que está à espreita dos últimos-homens, para, enfim, sobressair a possibilidade da busca por um caminho existencialmente singular de expressão da vontade e de afirmação plena da vida. Essa foi a sabedoria adquirida por Zaratustra, e é exatamente ela que o profeta quer levar ao conhecimento e quer ensinar aos homens.
