- Autor
- Domenico Uhng Hur
- Revista
- ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.56837/Araripe.2023.v4.n1.1151
- Páginas
- 166-184
- Idioma
- pt
O objetivo deste artigo é refletir sobre o mecanismo da negação como uma estratégia psicopolítica que articula o movimento bolsonarista. Como método de trabalho, realizamos uma discussão teórica sobre alguns aspectos do movimento bolsonarista que são estruturados pelo negacionismo. Empregamos os conceitos da psicologia política, da esquizoanálise e da psicanálise de grupo para analisar este fenômeno. Para discutir os mecanismos de negação, constatamos quatro características principais: (i) a negação como estratégia discursiva, (ii) a lógica cognitiva da negatividade, (iii) a produção do antagonismo coletivo e (iv) a micropolítica do ódio, que é anterior à necessidade de um líder. PALAVRAS-CHAVE: Psicologia Política. Extremismo político. Esquizoanálise. Grupo.
