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A ÓPERA E O FINAL FELIZ: QUESTÕES DE POÉTICA

PAULO KÜHL

Autor
PAULO KÜHL
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
39 / Special
Ano
2017
DOI
10.1590/S0101-31732016000500004
Páginas
37-52
Idioma
pt
2017PAULO KÜHL. A ÓPERA E O FINAL FELIZ: QUESTÕES DE POÉTICA. Trans/Form/Ação, v. 39, n. Special, p. 37-52, 2017.3

Desde os primórdios dos espetáculos teatrais inteiramente musicados, estabelece-se a convenção tácita do final feliz. Desse modo, até mesmo episódios oriundos de escritores antigos, com conhecidos finais funestos, acabaram sendo transformados, acomodando a trama aos usos dos locais onde óperas eram apresentadas. Apesar de parecer uma solução fácil ou episódica, há algumas questões poéticas envolvidas, o que transparece sobretudo em alguns escritos sobre ópera, no século XVIII. A proposta deste artigo é discutir, em primeiro lugar, através de exemplos, como o final feliz acontece em algumas óperas e qual a função que nelas desempenha; num segundo momento, a intenção é mostrar como a crítica italiana do final do século XVIII se mobiliza para dar conta da questão.