- Autor
- Thiago de Souza Salvio
- Revista
- Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549
- Edição
- 3 / 2
- Ano
- 2024
- Páginas
- 163-172
- Idioma
- pt
O objetivo deste trabalho é explicitar a tese materialista de Friedrich Engels (1820-1895) em ‘A origem da família, da propriedade privada e do Estado: em conexão com as pesquisas de Lewis H. Morgan’ sobre a ‘monogamia’ enquanto produto histórico de uma organização social, formada gradativamente e entendida por ‘família’. Deste modo, constatar-se-á que, de acordo com essa perspectiva, a família instituída tal como amiúde é naturalizada de maneira acrítica, nem sempre foi homogênea nas diversas formas de sociedade que existiram, mas emerge consubstancialmente pelo desenvolvimento das forças produtivas ao longo do tempo e como uma comarca de dominação do poder patriarcal. Seguiremos a hipótese engelsiana a fim de compreender sob essa ótica a questão da pudicitia na Roma antiga, e, não menos importante, indicaremos um viés crítico a despeito dessa concepção em pauta.
