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A pintura como voz do silêncio: Merleau-Ponty crítico de Malraux

Tiago Nunes Soares Schweiger

Autor
Tiago Nunes Soares Schweiger
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
25 / 3
Ano
2025
DOI
10.31977/grirfi.v25i3.5357
Páginas
1-12
Idioma
pt
2025Tiago Nunes Soares Schweiger. A pintura como voz do silêncio: Merleau-Ponty crítico de Malraux. Griot : Revista de Filosofia, v. 25, n. 3, p. 1-12, 2025.3

O artigo explora a crítica de Merleau-Ponty à concepção de história da arte e de criação artística defendidas por André Malraux, com foco especial no tema da pintura. O cerne dessa análise reside na oposição merleau-pontiana à noção de um "espírito” na arte em Malraux, responsável por sua unidade e seus desdobramentos. Em Merleau-Ponty, em seu texto sobre A linguagem indireta e as vozes do silêncio, a unidade da pintura parece emergir da intencionalidade expressiva brotando da intrincada relação do artista com o mundo e com a tradição pictórica em suas possibilidades abertas. Se em Malraux a voz do silêncio ecoando na pintura é aquela de um espírito guiando a criação do artista em um caminho além da contingência e com uma historicidade própria, em Merleau-Ponty essa voz é aquela das relações tácitas e enleadas que existem entre o artista e o mundo, das quais a criação artística é possibilidade e desvelamento.