- Autor
- Samuel Green
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 3 / 1
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.5902/2179378634028
- Páginas
- 224-250
- Idioma
- pt
O tratamento da estética de Schopenhauer forma um dos aspectos centrais de sua extensa visão filosófica de mundo. Apesar do tratamento ser perspicaz e sensível, a análise do gênio criativo conecta-se com o mais periférico exame da loucura no sentido em que ameaça solapar a concepção de Schopenhauer do eu. A loucura é caracterizada pela descontinuidade do self do indivíduo, que convida a uma comparação com a transição para a pura subjetividade da empírica subjetividade cotidiana durante a contemplação estética. Uma comparação com a loucura é até mais relevante para o gênio cuja exposição aos elementos sublimes da natureza está em paralelo com a exposição ao horrível que o louco é exposto. Ao comparar o princípio da loucura com o do estado estético, pode ser colocado em questão o que preserva a nossa identidade em toda a nossa mudança na subjetividade. Como Schopenhauer argumenta nosso conhecimento sobre a vontade é insuficiente, um apelo a isto como a fonte de continuidade é insatisfatório
