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Teses

A Questão do Governo: Qual a relação entre éthos crítico e éthos parresiástico no último Foucault?

ROGERIO LUIS DA ROCHA SEIXAS

Tese
Autor
ROGERIO LUIS DA ROCHA SEIXAS
Orientador(a)
GUILHERME CASTELO BRANCO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2012
2012ROGERIO LUIS DA ROCHA SEIXAS. A Questão do Governo: Qual a relação entre éthos crítico e éthos parresiástico no último Foucault?. 2012. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): GUILHERME CASTELO BRANCO.2

O objetivo desta tese foi o de investigar a conexão entre o que denominamos de éthos parrhesiástico e o éthos crítico, inseridos na questão do governo. Foucault, segundo nossa hipótese, coloca a condição da liberdade como sendo da ordem das resistências, às práticas de assujeitamento e normalização do poder-verdade. Articulam-se assim, a política no sentido de ação engajada (politeía) e éthos enquanto subjetivação ética, de modo a assegurar que o indivíduo se constitua como sujeito e assuma a condução de sua vida, apresentando a verdade como base desta articulação, criando-se assim espaços de liberdade. Aliás, se não houver este espaço de liberdade, não se efetuam as relações de poder. Reside nesta articulação o sentido de transformação do sujeito, ou melhor, o seu modo de vida como objeto próprio de sua verdade, construindo-se a liberdade como um processo constante e inacabado, sempre por ser reinventada. A governamentalidade permite pensar o vínculo entre ética e política, exatamente por se tratar da ligação entre liberdade, verdade, poder e resistência, destacando-se a relação entre a prática do governo dos outros e o exercício do governo de si. Também possibilita analisar a articulação entre verdade, ação política e governança, quando se trata de identificar a existência de uma atitude política que ganha o contorno de uma atitude ética em se recusar a ser governado de tal forma, como destaca Foucault, quando se refere à questão do direito dos governados em não aceitarem modos de governança abusivo. Há neste caso, uma ação política que já apresenta em si, uma forte conotação ética.