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A QUESTÃO MODERNA: IMPASSES E PERSPECTIVAS NA ARTE BRASILEIRA, 1910-1950

SÔNIA SALZSTEIN GOLDBERG

Tese
Autor
SÔNIA SALZSTEIN GOLDBERG
Orientador(a)
MARILENA DE SOUZA CHAUÍ
Universidade
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2000
2000SÔNIA SALZSTEIN GOLDBERG. A QUESTÃO MODERNA: IMPASSES E PERSPECTIVAS NA ARTE BRASILEIRA, 1910-1950. 2000. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): MARILENA DE SOUZA CHAUÍ.2

A tese discute a idéia de moderno na arte brasileira dos anos 10 à década de 1950. O interesse deste período reside em que assinala, para o retardatário meio artístico nacional, um profundo processo de renovação formal e, mais genericamente, de renovação dos temas e motivações do debate cultural. A aspiração a uma forma moderna e emancipada é, portanto, a tônica da produção artística em toda essa primeira metade do século. A tese focaliza, justamente as contradições que tal aspiração suscitou em nosso ambiente cultural ao longo do período, assim como as formulações ideológicas que instilou no interior das próprias obras; aponta, ao mesmo tempo, a vinculação orgânica dessas contradições e formações ideológicas a um ambiente cultural formado numa dinâmica de dependência e submetido aos embates com ondas cíclicas da modernização, como é o caso brasileiro... Identifica, por outro lado, a formulação de uma noção extremamente original, aberta e meta-crítica daquela forma moderna, no cerne mesmo do processo da modernização dependente, tal como vê aparecer de modo incipiente nas obras de Tarsila do Amaral e Alberto da Veiga Guignard. Localiza a contribuição mais madura e renovadora dessa noção original da forma na produção neo-concreta do final da década de 50, e em obras como a da artista Mira Schendel. Nos textos finais, que tratam da situação contemporânea do ambiente artístico brasileiro, a tese propugna que graças a tal experiência heterodoxa da forma a arte brasileira pôde, em geral, demonstrar consistência e originalidade em face do fenômeno recente da globalização. Tal fenômeno, que de resto marca a integração daquela ao meio artístico internacional, é analisado como espécie de culminação e esgotamento da potência renovadora que o movimento modernista teve desde os anos 20, e fulcro dos novos desafios que se apresentam à produção e reflexão de arte no país.