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A RECUSA DO MARXISMO VULGAR OU A CRÍTICA DO “PROGRESSO”: QUE AS COISAS CONTINUEM ASSIM, EIS A CATÁSTROFE

Marta Maria Aragão Maciel

Autor
Marta Maria Aragão Maciel
Revista
Revista Dialectus
Edição
21
Ano
2021
DOI
10.30611/2021n21id70896
Páginas
116-135
Idioma
pt
2021Marta Maria Aragão Maciel. A RECUSA DO MARXISMO VULGAR OU A CRÍTICA DO “PROGRESSO”: QUE AS COISAS CONTINUEM ASSIM, EIS A CATÁSTROFE. Revista Dialectus, n. 21, p. 116-135, 2021.2

Tendo vivido quase um século, Ernst Bloch viveu em sua quase totalidade o século XX. Em tal período, toda uma tradição do pensamento social crítico questionou o ideal de progresso dominante entre os séculos XVIII e XIX, ou seja, a época de expansão da burguesia em direção ao planeta inteiro. O escritor de Ludwigshafen, assim como outros pensadores da tradição alemã como Adorno e Benjamin, refletiu a relação entre progresso e catástrofe, rompendo com a ideia de um curso inevitável na história tendendo ao melhor. Na linha dessa reflexão, pretendemos abordar a filosofia de Ernst Bloch, particularmente em O princípio esperança [Das Prinzip Hoffnung], no interior da necessária crítica ao marxismo vulgar da social-democracia alemã da Segunda Internacional. No entender do filósofo, em sua visão determinista e antidialética da história, a social-democracia teria aderido ao ideal burguês de progresso fundado na simbiose entre progresso técnico e progresso social. Em sua opus magna, o pensador enfatiza que tal visão da história, pautada no otimismo de um progresso automático, estaria na contramão do “marxismo crítico”.