A RELIGIÃO ENQUANTO UM ESTRANHAMENTO IDEOLÓGICO EM LUKÁCS
Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo Ferreira Chagas
- Autor
- Antonio Marcondes dos Santos Pereira, Eduardo Ferreira Chagas
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 37 / 37
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.36517/2025n37id95866
- Páginas
- 254-264
- Idioma
- pt
Este artigo tem como objetivo principal problematizar o fenômeno da religião enquanto um estranhamento ideológico no pensamento do filósofo marxista húngaro György Lukács (1885-1971). Nesse sentido, ao tratar do fenômeno do estranhamento em sua obra Para uma ontologia do ser social (vol. II), Lukács considera que em primeiro lugar, ele é um produto do desenvolvimento socioeconômico historicamente determinado, ou seja, a base de todo estranhamento repousa no processo de produção e reprodução das condições materiais de existência humana. Em segundo lugar, como expressão subjetiva dessa base fundamental, todo estranhamento consiste, portanto, num fenômeno propriamente ideológico. Dessa forma, para Lukács, a religião enquanto um estranhamento ideológico constitui um vetor teórico e prático de conscientização da práxis social dos indivíduos, resultando assim, numa elaboração ideal da realidade, muito embora, essa forma de conscientização ideológica desconsidere a verdadeira essência ontológica constitutiva do ser social, cuja a gênese reside no processo de trabalho.
