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A resolutio como itinerário metafísico de Santo Tomás de Aquino: a elevação da dynamis aristotélica em potentia essendi nas Quaestiones disputatae De potentia Dei

Sergio de Souza Salles

Tese
Autor
Sergio de Souza Salles
Orientador(a)
Carlos Alberto Gomes dos Santos
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2005
2005Sergio de Souza Salles. A resolutio como itinerário metafísico de Santo Tomás de Aquino: a elevação da dynamis aristotélica em potentia essendi nas Quaestiones disputatae De potentia Dei. 2005. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Carlos Alberto Gomes dos Santos.2

Dentre as vias de que dispomos para a reconstituição do pensamento metafísico de Tomás de Aquino (1225-1274), encontram-se as Quaestiones disputatae De Potentia Dei, redigidas entre 1265 e 1266. Conhecer o itinerário (iter) filosófico do De Potentia é tarefa indispensável não só para a exegese da obra, mas, sobretudo, para a determinação da originalidade da síntese metafísica de seu autor. O iter metafísico do Dr. Angélico se orienta em torno de duas vias complementares, a saber: a via da resolução (via resolutionis) e a da composição (via compositionis). Cada via se desdobra na consideração do ente enquanto tal à luz das causas intrínsecas (secundum rationem) ou das causas extrínsecas (secundum rem). A análise dos argumentos do De Potentia revela que o termo a quo da via de resolução pelas causas intrínsecas (via resolutionis secundum rationem) consiste na elevação da dynamis aristotélica à condição de potentia essendi, enquanto o seu termo ad quem é a resolução de todos os atos e de todas as perfeições dos entes na atualidade e na perfeição do ato de ser (actus essendi). Em perspectiva ulterior, os entes são elevados à condição de participantes do próprio ser subsistente (ipsum esse subsistens), realizando-se assim o itinerário da via de resolução pelas causas extrínsecas (via resolutionis secundum rem). É a superação pela via da resolução no esse das antíteses sobre as quais nasce a nossa herança metafísica (participação e causalidade, transcendência e imanência, platonismo e aristotelismo) que constitui a contribuição mais original do Angélico à vida cultural do Ocidente.Dentre as vias de que dispomos para a reconstituição do pensamento metafísico de Tomás de Aquino (1225-1274), encontram-se as Quaestiones disputatae De Potentia Dei, redigidas entre 1265 e 1266. Conhecer o itinerário (iter) filosófico do De Potentia é tarefa indispensável não só para a exegese da obra, mas, sobretudo, para a determinação da originalidade da síntese metafísica de seu autor. O iter metafísico do Dr. Angélico se orienta em torno de duas vias complementares, a saber: a via da resolução (via resolutionis) e a da composição (via compositionis). Cada via se desdobra na consideração do ente enquanto tal à luz das causas intrínsecas (secundum rationem) ou das causas extrínsecas (secundum rem). A análise dos argumentos do De Potentia revela que o termo a quo da via de resolução pelas causas intrínsecas (via resolutionis secundum rationem) consiste na elevação da dynamis aristotélica à condição de potentia essendi, enquanto o seu termo ad quem é a resolução de todos os atos e de todas as perfeições dos entes na atualidade e na perfeição do ato de ser (actus essendi). Em perspectiva ulterior, os entes são elevados à condição de participantes do próprio ser subsistente (ipsum esse subsistens), realizando-se assim o itinerário da via de resolução pelas causas extrínsecas (via resolutionis secundum rem). É a superação pela via da resolução no esse das antíteses sobre as quais nasce a nossa herança metafísica (participação e causalidade, transcendência e imanência, platonismo e aristotelismo) que constitui a contribuição mais original do Angélico à vida cultural do Ocidente.