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A ruptura da epistemologia histórica francesa com o neokantismo: Bachelard e Canguilhem

Caio Souto

Autor
Caio Souto
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
45 / 01
Ano
2022
DOI
10.1590/0101-3173.2022.v45n1.p69
Páginas
69-86
Idioma
pt
2022Caio Souto. A ruptura da epistemologia histórica francesa com o neokantismo: Bachelard e Canguilhem. Trans/Form/Ação, v. 45, n. 01, p. 69-86, 2022.2

Assim como o neokantismo, a fenomenologia e a filosofia analítica, também a epistemologia histórica francesa teve sua emergência no contexto da crise das ciências na virada para o século XX. Por seus desdobramentos particulares, as obras de Gaston Bachelard e de Georges Canguilhem romperam, cada uma a seu modo, respectivamente com o neokantismo representado por Brunschvicg (no caso de Bachelard) e por Alain (no caso de Canguilhem). Neste artigo, propomos tirar algumas consequências epistemológicas, éticas e políticas dessas duas rupturas, analisando brevemente as particularidades de cada um dos dois casos.