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“A Sentinela junto ao Reno”:: imagens da Germânia, do poema de Max Schneckenburger ao monumento de Johannes Schilling

Daniele Gallindo Gonçalves

Autor
Daniele Gallindo Gonçalves
Revista
Antíteses
Edição
16 / 32
Ano
2023
DOI
10.5433/1984-3356.2023v16n32p563-592
Páginas
563-592
Idioma
pt
2023Daniele Gallindo Gonçalves. “A Sentinela junto ao Reno”:: imagens da Germânia, do poema de Max Schneckenburger ao monumento de Johannes Schilling. Antíteses, v. 16, n. 32, p. 563-592, 2023.3

O presente artigo analisa, à luz da crítica literária e da análise de imagens, como do movimento do Reno (1840) até os primeiros anos da fundação do Império Alemão (1871-1883), a figura da Germânia foi instrumentalizada por poetas, pintores e escultores. No momento da publicação do poema “A Sentinela junto ao Reno” (1840), de Max Schneckenburger, construiu-se uma figura literária imaginativa de uma vigília junto ao Reno, que incorporou os diversos discursos em relação às questões nacionalistas em um contexto de confronto iminente com a França. Toda uma cultura textual e visual foi concebida, assim, durante o chamado longo século XIX tendo como foco essa figura de Germânia, que vai ganhando formas cada vez mais definidas à medida que se delimitam os contornos políticos do novo Estado alemão e sua ideologia bélica. O ápice de sua recepção é a inauguração do monumento de Niederwald (1883), de Johannes Schilling, como celebração da vitória na Guerra Franco-Prussiana. Vê-se, ainda, que a figura continua a ser acionada em momentos turbulentos ao se buscar noções de identidade e unidade nacional, como no caso da Primeira Grande Guerra.