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A SOLIDÃO EM MONTAIGNE E EM ROUSSEAU: Análise comparativa em diálogo com as novas linguagens

Nelson Maria Brechó Silva, Maria Constança Peres Pissarra

Autor
Nelson Maria Brechó Silva, Maria Constança Peres Pissarra
Revista
Sapere Aude
Edição
14 / 27
Ano
2023
DOI
10.5752/P.2177-6342.2023v14n27p27-39
Páginas
27-39
Idioma
pt
2023Nelson Maria Brechó Silva, Maria Constança Peres Pissarra. A SOLIDÃO EM MONTAIGNE E EM ROUSSEAU: Análise comparativa em diálogo com as novas linguagens. Sapere Aude, v. 14, n. 27, p. 27-39, 2023.3

A proposta deste artigo é a análise do conceito “solidão” relacionado à voz e à escritura. Em Montaigne, especialmente no texto Da ociosidade (I,8), nota-se o desejo do ensaísta em buscar na solidão o encontro consigo mesmo. A voz do eu e a escritura ganham força no papel da escrita no intuito de ter a esperança de melhor compreensão de si mesmo, através da escrita com a função da alteridade. Agora, para Rousseau, sobretudo na Primeira e Segunda Caminhada dos Devaneios de um Caminhante Solitário, percebe-se a vontade de afastar-se do amor-próprio e do tumulto da vida social, a fim de reencontrar e de reestabelecer o eu na solidão. O objetivo das caminhadas consiste em fornecer ao solitário o valor da interioridade. Nesse sentido, Rousseau se aproxima de Montaigne, pois ambos desenvolvem a ligação entre Filosofia e Literatura pelo viés da solidão como trabalho terapêutico. Esta pesquisa fornece, ainda pistas para se pensar novas linguagens no mundo atual no tocante à vontade de filosofar e da solidão como ocasião da ociosidade e do devaneio.