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A teoria da reminiscência em Agostinho: apropriação e crítica

Daniel Rodrigues da Costa

Autor
Daniel Rodrigues da Costa
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
7 / 1
Ano
2020
DOI
10.18012/arf.v7i1.43911
Páginas
p.151-162
Idioma
pt
2020Daniel Rodrigues da Costa. A teoria da reminiscência em Agostinho: apropriação e crítica. Aufklärung: journal of philosophy, v. 7, n. 1, p. p.151-162, 2020.2

Este artigo tem por objeto a recepção da teoria platônica da reminiscência em Agostinho e visa apresentar como o bispo de Hipona se apropria da tese de Platão para construir sua teoria da iluminação. Desde os textos fundamentais da teoria do conhecimento de Platão existe a discussão sobre a validade ou não da chamada reminiscência e qual seria seu verdadeiro conteúdo. Agostinho, séculos depois, se depara com o mesmo problema explorado por ele e necessita de uma resposta diferente: explicar conhecimentos presentes na alma não oriundos da experiência e, contudo, não oriundos da preexistência da alma. Iremos abordar, portanto, o movimento de recepção, crítica e apropriação de Agostinho para com a teoria platônica, bem como a resposta agostiniana para o problema a que Platão, segundo ele, não responde satisfatoriamente.