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A teoria da substância no ensaio sobre o entendimento humano, de John Locke

Carlota Salgadinho Ferreira, Vinícius França Freitas

Autor
Carlota Salgadinho Ferreira, Vinícius França Freitas
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
46 / 2
Ano
2023
DOI
10.1590/0101-3173.2023.v46n2.p35
Páginas
35-60
Idioma
pt
2023Carlota Salgadinho Ferreira, Vinícius França Freitas. A teoria da substância no ensaio sobre o entendimento humano, de John Locke. Trans/Form/Ação, v. 46, n. 2, p. 35-60, 2023.2

Neste artigo, pretende-se oferecer uma interpretação sobre a explicação da origem da ideia (relativa) de substância pura em geral, na filosofia de John Locke, a partir da noção de “sugestão natural” de Thomas Reid. Para tal, após contextualizar a noção de substância pura em geral para Locke e distingui-la da ideia de substância particular (seção 1), explicita-se que as suas palavras sobre a fonte (empírica ou racional) da ideia da segunda na mente são ambíguas e inconclusivas (seção 2). Depois, argumenta-se que os paralelos entre essa ideia e a de “relação”, assim como a de “poder”, não auxiliam nessa resposta, devido a alguns problemas que neles se identificam (seção 3). Finalmente, argumenta-se que a explicação reidiana para a origem da ideia de “mente”, com base na noção de “sugestão natural”, permite i) contornar aqueles problemas e, ii) na medida em que, de acordo com essa proposta, a ideia de substância pura em geral teria uma origem empírica, o empirismo lockiano se manteria intacto (seção 4).