- Autor
- Rodrigo Caldas
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 16 / 31
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v16n31p400-420
- Páginas
- 400-420
- Idioma
- pt
A Trilogia Peirceana: continuidade (continuum), semiose ilimitada e falibilismo, são os conceitos-chave para se entrar no complexo, labiríntico e admirável universo da Filosofia Peirceana: o Pragmaticismo. O Pragmaticismo é antes de tudo um método que parte de uma metafísica realista, cuja fenomenologia, baseada na experiência, constata que a continuidade é a propriedade constitutiva e estruturante da realidade e que o Falibilismo é uma decorrência lógica e metodológica a informar as metodologias das ciências especiais (as várias ciências possíveis). O Pragmaticismo abre um novo limiar epistêmico: o conhecimento é irredutivelmente semiótico e tridimensional, não havendo mais espaço epistemológico para soluções totalitárias de índole objetivista ou subjetivista. O Pragmaticismo inaugura a era do paradigma semiótico: contínuo, sígnico, relacional, falibilista e consensual. A capacidade de entendimento humano é parcial e falível, a metodologia da ciência presume a falibilidade em conhecer, a ciência é, dentre os vários métodos conhecidos, aquele mais compatível com a continuidade da realidade e afalibilidade da inteligência humana.
