- Autor
- Magnus Dagios
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 1 / 14
- Ano
- 2009
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v1i14p25-46
- Páginas
- 25-46
- Idioma
- pt
O presente trabalho tenta abordar o debate entre Habermas e Rorty sobre a questão da verdade. O tema é controverso na medida em que os dois filósofos têm suas propostas sob prismas diferentes, embora considerem a virada lingüística. Rorty pensa que devemos abandonar a noção de verdade, por argumentos mais ou menos úteis, por meio de novas redescrições, e da mesma forma quer se manter distante das tentativas universalistas. Habermas acusa Rorty de não ter levado a virada linguística até suas últimas conseqüências, e manter uma crítica epistemológica para a noção de verdade. Deste modo, Habermas diz que devemos manter a noção de verdade e seu caráter incondicional, mediante a certeza de um mundo igual para todos, uma vez que todos entram em contato com os mesmos objetos, por meio do mundo da vida e do nível discursivo.
