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A virtude não se ensina, se evoca: uma reflexão sobre arete e paideia em Martin Heidegger

João Cardoso de Castro, Murilo Cardoso de Castro

Autor
João Cardoso de Castro, Murilo Cardoso de Castro
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
20 / 1
Ano
2020
DOI
10.31977/grirfi.v20i1.1350
Páginas
252-263
Idioma
pt
2020João Cardoso de Castro, Murilo Cardoso de Castro. A virtude não se ensina, se evoca: uma reflexão sobre arete e paideia em Martin Heidegger. Griot : Revista de Filosofia, v. 20, n. 1, p. 252-263, 2020.2

Atendendo ao chamado de Heidegger por “outro início”, desde o pensamento originário grego, são reconsideradas as noções de paideia e de arete. À paideia exaustivamente investigada por Werner Jaeger é imposta a interpretação do próprio Heidegger e de Danielle Montet. Enquanto a arete é reexaminada através de uma nova luz lançada pela obra de António Caeiro. Enfim, devidamente preparado pelo pensamento inusual destes pensadores sobre paideia e arete, se reabre o debate sobre a possibilidade ou não da virtude ser ensinada. Concluímos com Sócrates que definitivamente ela não pode ser ensinada, não ao modo pretendido dos sofistas e dos “modernos” pensadores e educadores, mas que sim há certamente possibilidade de uma “paideia da arete”.