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A voz performática de Vicente Celestino: Entre o som e o sentido na Era do Rádio sob a ótica de Paul Zumthor

Sheila Delfino Penna, Roberto Amaral

Autor
Sheila Delfino Penna, Roberto Amaral
Revista
Perspectivas
Edição
11 / 1
Ano
2026
DOI
10.20873/rpv11n1-55
Páginas
52-80
Idioma
pt
2026Sheila Delfino Penna, Roberto Amaral. A voz performática de Vicente Celestino: Entre o som e o sentido na Era do Rádio sob a ótica de Paul Zumthor. Perspectivas, v. 11, n. 1, p. 52-80, 2026.3

Esta dissertação, intitulada A voz performática de Vicente Celestino: entre o som e o sentido na Era do Rádio sob a ótica de Paul Zumthor, é uma pesquisa que aborda a performance vocal de Vicente Celestino no contexto da Era do Rádio no Brasil. Os objetivos fundamentais da pesquisa são: analisar a expressividade da voz de Vicente Celestino como instância estética e simbólica de comunicação sensível; investigar como sua atuação performática pode ser compreendida à luz da vocalidade na perspectiva de Zumthor (2007). O referencial teórico fundamenta-se em Paul Zumthor (1993; 2000; 2005; 2010; 2014); Miller (2023), Queiroz (1976), Sadie (1994), Schechner (2006), Silva (2013), Sinek (1955), Mariz (2016). Trata-se de uma pesquisa documental que se fundamenta nos estudos de Paul Zumthor sobre oralidade, performance e presença vocal, articulados com reflexões sobre a cultura radiofônica e a materialidade da voz. O procedimento metodológico é uma abordagem hermenêutica e estética, ou seja, interpretativa e reflexiva da performance sonora, considerando gravações, letras de canções e recepção pública de Vicente Celestino, à luz das categorias de vocalidade e presença elaboradas por Zumthor.  A principal contribuição trazida por esta dissertação está na defesa de que a voz performática, tal como exercida por Celestino, constitui uma forma de saber sensível e comunicacional que desafia os paradigmas da racionalidade técnica e desincorporada da modernidade, reivindicando, assim, a escuta como experiência formativa, simbólica e afetiva. Destaca-se também a importância de uma pedagogia da voz e da presença, que valorize a dimensão sensível do corpo falante como lugar de significação, evocação e encontro com o outro.