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ADAM FERGUSON : UMA CRÍTICA AO ESTADO DE NATUREZA DE THOMAS HOBBES E JEAN-JACQUES ROUSSEAU

Diego Andrade Nascimento

Autor
Diego Andrade Nascimento
Revista
Sapere Aude
Edição
3
Ano
2026
DOI
10.5752/P.2177-6342.2026v3n3p78-96
Páginas
78-96
Idioma
pt
2026Diego Andrade Nascimento. ADAM FERGUSON : UMA CRÍTICA AO ESTADO DE NATUREZA DE THOMAS HOBBES E JEAN-JACQUES ROUSSEAU. Sapere Aude, v. 3, p. 78-96, 2026.3

O objetivo deste trabalho é apresentar a crítica do filósofo escocês Adam Ferguson (1723–1816) ao estado de natureza desenvolvido pelos filósofos Thomas Hobbes (1588–1679) e Jean-Jacques Rousseau (1712–1778). Para que possamos compreender adequadamente a crítica de Ferguson aos autores mencionados, dividiremos este trabalho em três partes: i) apresentaremos brevemente o estado de natureza conforme desenvolvido por Hobbes e Rousseau — respectivamente, um estado de guerra perpétua e um estado de isolamento; ii) mostraremos que o método adotado por Ferguson na investigação da natureza humana o leva a criticar as propostas desses autores, uma vez que, para ele, devemos observar o que a natureza nos informa e, a partir dos fenômenos particulares, descobrir os princípios que regem a natureza; iii) apresentaremos as consequências do método hipotético na compreensão do filósofo escocês. Assim sendo, ao analisarmos a história humana, seguindo o pensamento de Ferguson, poderemos ver que os homens sempre existiram em sociedade.