AFRICANIZAR O CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO: DISCUSSÕES FILOSÓFICAS SOBRE RACISMO, COLONIALISMO E OPRESSÃO ECONÔMICA
Cristina Amaro Viana
- Autor
- Cristina Amaro Viana
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 24 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2024v24n2ID32842
- Páginas
- FA06
- Idioma
- pt
O presente artigo trata de uma temática urgente e atual referente à formação docente inicial e continuada, a saber, o cumprimento da Lei 10.639/03, em particular no que diz respeito à disciplina de Filosofia no Ensino Médio. O nosso objetivo é apresentar algumas possibilidades de se inserir conteúdos de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos de Ensino Médio, atendendo a uma vocação genuína da própria Filosofia, que visa analisar e rever parâmetros do comportamento ético, da vida social e política e também da realidade ontológica do ser humano. É assim que, nos baseando nos principais escritos de filósofos afro-diaspóricos e brasileiros, como Aimé Césaire (1913-2008), Kwame Nkrumah (1909-1972), Achille Mbembe (1957- ) e Silvio Almeida (1976- ), propomos três discussões para se trabalhar o tema do racismo nas aulas de Filosofia no Ensino Médio: (a) o colonialismo; (b) a opressão racial e econômica; (c) a lógica racial e o racismo estrutural. Por fim, desembocaremos numa proposta otimista e propositiva para que professoras e professores de Filosofia possam atender à Lei 10.639/03, ainda que reconheçamos que muitos cursos universitários de formação de professores de Filosofia no Brasil ainda estejam longe de oferecer oportunidades para um encontro mais efetivo com a filosofia e cultura africana e afro-diaspórica.
